quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Tudo de novo...

Estamos, depois de um longo mas necessário período de greve, retomando as aulas na UERJ/FEBF. Nesse início de semestre, entre as disciplinas que vou cursar está a de "Educação Inclusiva", onde o foco será a inclusão, mas não apenas pelo aspecto das ditas "deficiências" e sim com foco nas DIFERENÇAS. Cada dia fica mais claro que a diversidade é algo inerente ao ser humano, mas da mesma forma se reafirma que a tendência à padronização é a tônica do momento. Nossa sociedade se torna cada dia mais conservadora e pensamentos retrógrados nos levam de volta à Idade Média. É quase uma caça às bruxas, lendo se em lugar dessas, gays, lésbicas, transexuais, intersexuais, negrxs, ateus, religiões não cristãs e a lista só aumenta. Sim, estamos em um momento de nossa história em que se você não é homem, branco, heterossexual, cristão e de classe média, com certeza você será olhado de banda. Desde 1996, com a promulgação da LDB 9394/96 já se previa que a educação seria um caminho para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e equânime. A LDB já tratava de temas transversais como gênero/sexualidade, raça/etnia, entre outros, mas parece que os governos brasileiros, em suas distintas instâncias, se esqueceram ou simplesmente ignoraram isso, ao retirarem os temas de diversidade humana de seus planos municipais, estaduais e mesmo no nacional. Somente neste anos (2016) conseguimos alcançar o direito ao uso do nome social por parte de travestis e transexuais, mas ainda não é algo que atinge e garante esse direito em todas as esferas e poderes. Ainda lutamos no Congresso Nacional pela aprovação PLC 122 que criminalizaria a homofobia, que ainda é um dos grande motivos de morte de cidadãos e cidadãs LGBT's em todo o Brasil, que por sinal é um dos países onde mais se mata essa população no mundo. Inicio mais essa disciplina com grandes expectativas e acreditando que será uma ferramenta que nos permitirá, minimamente, trazer o tema "diversidade" à discussão. Então, vamos ler, conversar, compartilhar e seguir... Bjux e até a próxima semana.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Relato de Estágio I.6

Conclusão... Chego ao fim da disciplina e concluo esse etapa do meu "fazer pedagógico", mas ainda não é o fim. A disciplina de Estágio I focou as atividades na Educação Infantil e analisou o desenvolvimento da criança, seu processo de escolarização e o desenvolvimento da mesma dentro dos espaços escolares.São muitas histórias que não puderam ser relatadas, algumas por falta de tempo outras pela questão da preservação dos indivíduos. A escola não é um ambiente coeso e perfeito, há histórias que convivem ali, são famílias, educadores e outros indivíduos. É um espaço de disputas, conflitos e mediações. Nos próximos meses ainda virão as disciplinas de Estágio II e Estágio III, então o blog continua e os relatos novos virão.Até lá nós vamos seguindo por aqui.
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Paulo Freire

Relato de Estágio I.5

O espaço da criança... Lápis de cor, papel, giz de cera, canetinhas, massinhas e etc... Estes são apenas alguns materiais que precisam fazer parte do espaço educativo. Textos, alfabeto, imagens que estimulem seu pensamento, tudo isso é essencial para que a criança sinta-se livre para se desenvolver. O espaço da sala de aula não pode ser o único onde a criança constrói seu conhecimento, mas é um dos principais. É preciso que a sala esteja preparada para facilitar a aquisição dos elementos necessários à alfabetização.

Relato de Estágio I.4

As múltiplas infâncias... A criança é um ser social, fruto da interação entre diferentes indivíduos e o meio em que vive. Não existe um único tipo de "infância", ou mesmo um modelo certo e outro errado. Cada criança se desenvolve de modo particular e cabe ao/à educador/a perceber a forma individual de cada criança e saber como estimulá-la. O ensino/aprendizagem não é como produto feito por atacado, a experiência que funcionou com uma criança não necessariamente funcionará com todas. Não existe a fórmula do sucesso, um/a bom/boa professor/a é aquele/a que consegue compreender que em uma mesma turma podem coexistir crianças em diferentes níveis de desenvolvimento e que isso não significa que o trabalho não esteja sendo bem realizado ou que os alunos não estejam aprendendo. É preciso respeitar o tempo e a forma de desenvolvimento de cada criança.

Relato de Estágio I.3

Ler antes de saber ler... A ação de ler não pode ser entendida unicamente como a atividade de decodificação. Exatamente, não basta apenas a criança saber o que são letras, identificar seus sons, fazer junções entre elas e identificar esses sons. O ato de ler passa por inferências que não passam apenas por juntar letras. A criança antes de decodificar é capaz de compreender as imagens, associar expressões e inferir sentidos e significados específicos. O ato de ler é importante na Educação Infantil, o/a professor/a deve ser um modelo de leitor, demonstrar que a leitura pode e deve ser prazerosa. É importante apresentar diferentes gêneros textuais, ler com cadência, demonstrando sentimento, flexionando os verbos, respeitando as pontuações e assim a criança vai percebendo as nuances presentes na leitura. Outra coisa é que a criança precisa ter contato com o livro, tocá-lo, folhear, manusear, ver suas figuras e assim criar suas própria impressões. O livro não pode ser um objeto que cause medo ou que deva ficar intocado, inalcançável no alto de uma estante.O livro não pode ser um bicho.

Relato de Estágio I.2

O Brincar na Educação Infantil... Uma das coisas mais importantes na Educação Infantil é garantir diferentes espaços e momentos para o desenvolvimento da criança. O saber é construído a partir da interação entre os diferentes indivíduos, entre a criança e sua família, seus colegas da rua, seus colegas da escola, demais profissionais da escola e o próprio ambiente. Entre as tarefas a e desenvolver, o brincar deve ser garantido sempre, pois o brincar na Educação Infantil é uma forma de aprender. Deve se levar em conta que a ação de brincar não precisa efetivamente estar ligada a transmissão de algum conteúdo específico. O professor pode planejar, traçar objetivos, mas não necessariamente executados de uma forma sistemática. Brincar pode ser simplesmente BRINCAR e o aprender se torna uma consequência.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Relato de Estágio I.1

Descrição... Cumpri a disciplina de Estágio I em duas escolas diferentes, as estruturas são muito distintas pois uma é um Brizolão, Ciep Brizolão Municipalizado 227 - Procópio Ferreira em Nova Campinas - 3ª distrito de Duque de Caxias, com amplo espaço físico e áreas específicas para recreação, embora não adaptadas para crianças pequenas. A outra é uma escola pequena e simples, Escola Municipal Mourão Filho no Jardim Gramacho - 1º distrito de Duque de Caxias, sem tantos espaços assim, porém o que há de comum entre elas é o empenho na realização do trabalho com as Turmas de Educação Infantil. No Brizolão são 4 turmas, sendo 2 pela manhã e 2 à tarde e na escola é apenas 1 turma no turno da manhã. São experiências muito diferentes, apesar de serem espaços escolares formais, ambos públicos, dentro do mesmo município, mas o fato de serem áreas diferentes econômica e socialmente torna cada experiência única. Sou além de estagiário, pois faço o curso de Pedagogia da UERJ-FEBF, professor do Ensino Básico, ou seja, atuo com crianças. Sim e justamente em uma das escolas em que estagiei, no caso o Ciep 227. Então entre os relatos constarão algumas das experiências que tive em minhas aulas com as turma de EI. Por hoje é só, mas depois virão novas histórias...